Somewhere Only We Know
Era o fim. Loki estava cabisbaixo o durante o trajeto inteiro, estranhamente aceitava o rumo que seus planos tomaram…
Os Avengers haviam o derrotado, estava sem seu trono, seu reino, sua lança, seu exército. Nada sobrara, tudo agora era pó que o tempo e o vento fazia questão de levar embora. Ainda algemado e amordaçado observava seu irmão Thor, esse não havia pronunciado uma só palavra durante a viagem até Asgard, o deus do caos estava estranhamente preocupado e como estariam os sentimentos de seu irmão.
Ao chegarem simplesmente lançou lhe um olhar triste e tentou dizer mas as mordaças não o deixavam, hesitou e por fim não soltou o invólucro de Tesseract afim de não deixar Thor dar-lhe as costas.
Quando deixara Asgard apenas dias atrás, Thor sabia que não voltaria com Loki no melhor dos termos - agora tinha ciência que retornar com seu irmão já era um grande feito, mas isso não o fazia apreciar em nada os grilhões que reduziam Loki a algo mais vil que um criminoso.
O que, em retrospecto, ele era. Loki era muito pior do que o ladrão ou o assassino - Loki era o traidor, o déspota, o ditador, aquele que usa sua força para esmagar na crença de fazer algo bom.
Loki era o estrategista deturpado, o ideologista corrupto - Loki era seu irmão, e tornara-se algo que Thor não poderia jamais tolerar.
O poder de Tesseract era de fato incomensurável - Thor mirara vagamente pelo conceito de lar, e para lá o artefato os levara, de fato: para o salão de estátuas, painéis e escudos onde os dois filhos de Odin passaram sua infância brincando juntos. Thor se deixou permanecer de olhos fechados por um instante, ajustando a balança de seus valores antes de tirar o artefato da mão de Loki e segurá-lo pelo pulso, puxando-o de leve até a porta. “Você tem uma conferência com nosso pai que já foi adiada por tempo demais,” informou sem olhar para o irmão.
Guardas e nobres observavam-os sem qualquer sombra de discrição enquanto Thor guiava seu irmão prisioneiro até a sala do trono, e não sabia o porquê de compartilhar a vergonha e humilhação que Loki devia sentir, mas era o que acontecia e não via como mudar tal estado.
Quando postaram-se à frente de seu pai, marcado por sabedoria e dor em iguais medidas enquanto sentava-se sobre o trono de Asgard, ambos seus corvos conselheiros sobre os ombros e Frigga de pé ao seu lado com os lábios apertados, Thor se resumiu a se ajoelhar e puxar Loki junto. Pensar sobre qualquer coisa era difícil demais. “Meu rei, meu pai… vos trago o exilado, Loki Laufeyson, para vosso julgamento.”
Para Loki era difícil compreender o que lhe doía mais, a indiferença de Thor ou toda a corte asgardiana a julgar-lhe.
Seus dentes cerravam de ódio pro debaixo da mordaça, a presença de Odin o fazia perder qualquer noção de auto-controle. Nada o fez ter uma reação corporal tão intensa quanto a de ver seu “pai” sentado onde deveria ser seu trono, ele tentou avançar em direção ao rei asgardiano mas Thor ainda o impedia.
Loki lançou lhe um olhar, seus olhos verdes transbordavam de ódio. Ele encarou o irmão no mais profundo de sua alma, até que esse o fez se ajoelhar perante a corte, sem nenhuma chance de voz ele apenas ficou ali esperando a sua sentença.
Odin se levantou e começou seu discurso, Loki nem conseguiu prestar atenção. Sua mente estava concentrada e como se vingaria daquilo tudo, de todos aqueles…até mesmo seu irmão sentiria sua ira.
Voltou a si sendo levantado por Thor e carregado para um corredor ao lado da sala. Provavelmente o trancafiariam dentro de alguma cela até Odin mostrar sua misericórdia ou achar que o castigo foi suficiente.
Enfins a sós Loki cansou de suportar aquele olhar vindo por parte de Thor e simplesmente arrancou seu pulso das mãos do deus do trovão. Eles se encararam por um tempo e Loki rosnou em sinal de sonorizar seus sentimentos.
Não era do feitio de seu pai protelar uma sentença, mas era o que fizera - Odin estava exausto havia tempo demais, e condenar Loki no mesmo dia em que o revia depois de perdê-lo para o vazio entre dimensões seria demais para o ancião. Assim Thor via-se obrigado a escoltar seu irmão para a antecâmara lateral, que sua mãe e Heimdall estavam enfeitiçando pelo lado de fora numa cela digna do prisioneiro em questão - com todos os confortos dignos de um príncipe, mas jamais livre das vistas do rei.
Sinceramente, aquilo já seria tortura suficiente para seu irmão - estar a passos do trono mas impedido de lá chegar parecia ser o que o consumia desde sempre, se os gestos irritadiços para afastá-lo eram qualquer sinal que Thor devesse levar a sério.
“Não creio que seja assim tão difícil compreender, irmão,” Thor rosnou de volta, pegando Loki pelos antebraços e forçando-o a olhar em seus olhos, “que sou um dos poucos dispostos a lhe dar uma chance sequer. E isto é porque ainda não reportei à corte todos os eventos transcorridos em Midgar - quando nosso pai souber das alianças excusas que te levaram ao poder lá, posso muito bem ser o último braço com que poderás contar. Estupidez não te cai bem, Loki, então pare de lutar uma guerra que terá vencedor algum.”
E só quando sentiu sua testa pressionando contra a do irmão Thor se deu conta de que o tinha empurrado até a parede oposta, prensando suas costas contra o mármore frio e com os punhos tremendo de tão apertados no couro de suas vestes.
Não se afastaria. Não deixaria que Loki desse um passo novamente sem que soubesse.
(via adoptedmischief)
Somewhere Only We Know
Era o fim. Loki estava cabisbaixo o durante o trajeto inteiro, estranhamente aceitava o rumo que seus planos tomaram…
Os Avengers haviam o derrotado, estava sem seu trono, seu reino, sua lança, seu exército. Nada sobrara, tudo agora era pó que o tempo e o vento fazia questão de levar embora. Ainda algemado e amordaçado observava seu irmão Thor, esse não havia pronunciado uma só palavra durante a viagem até Asgard, o deus do caos estava estranhamente preocupado e como estariam os sentimentos de seu irmão.
Ao chegarem simplesmente lançou lhe um olhar triste e tentou dizer mas as mordaças não o deixavam, hesitou e por fim não soltou o invólucro de Tesseract afim de não deixar Thor dar-lhe as costas.
Quando deixara Asgard apenas dias atrás, Thor sabia que não voltaria com Loki no melhor dos termos - agora tinha ciência que retornar com seu irmão já era um grande feito, mas isso não o fazia apreciar em nada os grilhões que reduziam Loki a algo mais vil que um criminoso.
O que, em retrospecto, ele era. Loki era muito pior do que o ladrão ou o assassino - Loki era o traidor, o déspota, o ditador, aquele que usa sua força para esmagar na crença de fazer algo bom.
Loki era o estrategista deturpado, o ideologista corrupto - Loki era seu irmão, e tornara-se algo que Thor não poderia jamais tolerar.
O poder de Tesseract era de fato incomensurável - Thor mirara vagamente pelo conceito de lar, e para lá o artefato os levara, de fato: para o salão de estátuas, painéis e escudos onde os dois filhos de Odin passaram sua infância brincando juntos. Thor se deixou permanecer de olhos fechados por um instante, ajustando a balança de seus valores antes de tirar o artefato da mão de Loki e segurá-lo pelo pulso, puxando-o de leve até a porta. “Você tem uma conferência com nosso pai que já foi adiada por tempo demais,” informou sem olhar para o irmão.
Guardas e nobres observavam-os sem qualquer sombra de discrição enquanto Thor guiava seu irmão prisioneiro até a sala do trono, e não sabia o porquê de compartilhar a vergonha e humilhação que Loki devia sentir, mas era o que acontecia e não via como mudar tal estado.
Quando postaram-se à frente de seu pai, marcado por sabedoria e dor em iguais medidas enquanto sentava-se sobre o trono de Asgard, ambos seus corvos conselheiros sobre os ombros e Frigga de pé ao seu lado com os lábios apertados, Thor se resumiu a se ajoelhar e puxar Loki junto. Pensar sobre qualquer coisa era difícil demais. “Meu rei, meu pai… vos trago o exilado, Loki Laufeyson, para vosso julgamento.”